quarta-feira, 26 de dezembro de 2007

Onírica - parte 2

Anos iam se passando, ela ia crescendo em graça e estatura, brincava dizendo que quando crescesse ia ser contadora de história, depois que ia ser uma fada azul, um dia confessou querer ser astronauta, no outro advogada de personagens de história em quadrinhos, mas secretamente confidenciava a suas bonecas que, na verdade, preferia era não crescer. Suas imaginações e fantasias não paravam, na mesa tinham de deixar um lugar para o Rei da Terra dos Dragões-Arrependidos, no outro dia jurava ter visto as nuvens apresentando espetáculos com os raios de sol, relatava conversas enormes que tivera com seus peixinhos, explicava problemas acontecidos no mundo das fadas. Mas adolescência ia chegando, e sua mãe não concordava com seu pai, que ao invés de começar a tolir a fértil imaginação da filha, insistia em fazer comnque ela criasse cada vez mais mundos e fundos em sua mente.

Um dia, o pai chegou com seu presente de 15 anos, era um livro lindo sobre princesas e reinos, letras douradas, na primeira página uma linda dedicatória. Porém, escondida no armário, ouviu uma discurssão de seus pais sobre ela. Engoliu o choro teimoso e prometeu para si mesma que iria se controlar para não ser descoberta. Entao, ouviu o estrondo da porta da frente sendo batida com força, e logo em seguida, um barulho ainda maior, imediatamente gritos de socorro, ajuda, ajuda, alguém ligue para ambulância. Mas, ela não precisava ir lá fora, correu para o quarto, abraçou o livro, e falou em voz alta para quem quisesse ouvir, seu pai jamais morreria! (pelo menos, para ela).

Neste dia, decidiu que não faria sua mãe sofrer mais, se era por ela que seu pai bravamente lutava, ela mesmo colocaria um ponto nisto, e entao, se calou. Deixou sua imaginaçao viver apenas dentro de si mesma. Dia após dia sufocava seus unviersos, amordaçava seus brinquedos, e os trancafiava em sua mente.

A partir daí, toda noite era assim. O livro. A saudade. O sono. O sonho. O universo. O lençol azul escuro. A gravidade. O susto Despertador.

Hoje a saudade estava tao dissimulada que tudo que olhava parecia rir da sua dor. As nuvens da ida pra o trabalho, as conversas nas repartiçoes, as músicas do vizinho, até a sopa de letrinhas que comera antes de dormir!

Mas esta noite seria diferente. Ela pensara em um plano.

Leu seu livro quase sagrado, beijou-o-lhe a capa, porém, não chorou. Deitou-se e e viu seu pai, ouviu seu nome e o eco brincando, e avistou seu heroi correndo em sua direção, entao, gritou:

- Nãaaao!

Subitamente o pai freia. Ela sorri nervosa, poucos metros de distância os separam.

- Pai, o senhor consegue voar?

Ele balança a cabeça positivamente.

- Então, sobe, sobe o mais alto possível, e ... espera por mim.

O lençol azul escuro vem vindo do céu, o pai e a filha correm desesperadamente para direções opostas, o pai alça vôo, e a filha, que quase já não consegue respirar, acorda em um salto. Corre em uma aflição extrema com o pouco de fôlego que tem, alcança a rua e olha inquieta para todos os lados, a rua está deserta, e a madruada desponta, o seu ar é rarefeito, mas ela precisa lutar! Enfim, avista o vendedor de balões do parque, não conseguindo conter as lágrimas ela compra todos os balões coloridos, grandes e pequenos, azuis, cor de rosa, vermelhos, amarelos e brancos, em forma de coraçao, de estrelas e borboletas; segurando com toda a força, a pouca que lhe resta, a emoçao lhe deixava quase asmática, entao salta, e finalmente, ganha o céu.

sexta-feira, 21 de dezembro de 2007

Onírica - Parte 1

Ela sempre repetiu o mesmo ritual. Noite após noite lê aquele livro de princesas e fadas, beija-lhe a capa, e deixa uma única lágrima saudosa escapar de seus olhos azul-mar em calmaria. Vestida com sua blusa branca surrada, abraça o travesseiro, respira fundo, e desliga-se deste mundo cruel.Sono profundo, providencial.

Ao longe avista seu pai, desbravador de terras longínquas; ele grita seu nome doce brincando com o eco que se manifesta em diversas vozes, e corre no intuito de abraçá-la. No meio da correria para o encontro, do sorriso sincero e da saudade latente, um lençol azul escuro é estendido, e como em uma mágica, um novo universo se abre, dentro dele estrelas brilham ofuscantes, e a gravidade é uma menina sapeca que gosta de voar: - Moça, mais uma vez você por aqui! - Por favor, dessa vez deixa eu abraçar o meu pai.

E um riso contagiante se espalha em gargalhadas diversas de todos os tons e ritmos, e ela mergulha de cabeça neste universo onde mundos e luas brincam de esconde-esconde, onde a cada sorriso surge mais um ponto brilhante no infinito, e lembranças tristes se retiram sem reclamar.

Desperta subitamente a moça de cabelos de raios de sol se levanta em um salto, suspira, desliga o despertador impertinente, agradece em voz alta por ter um corpo são e pelo novo dia, e começa a se arrumar para mais uma rotina. Sozinha, caminha para o trabalho, e vê as cores do mundo que lhe rodeia. Em tudo imagina poesia,quadros e caricaturas, não tem vergonha de rir abertamente no ônibus, e de pular bem em cima das poças feitas pela chuva da madrugada, a única coisa que lhe atormenta é aquela saudade latente que dói como uma pontada bem no meio do coração, uma vez chegou a jurar que até os seus fios de cabelo gritavam de saudade, sua antagonista. A única capaz de tirar a leveza do seu caminhar. Céus, como ela pesa!

Quando criança achava que vivia em uma outra dimensão, seu pai costumava lhe contar todo tipo de história, as inventadas e as que ainda estão por inventar, dizia que ela era uma princesa de reinos e rimas distante e raras, e um dia voltaria para seu lugar. A menina sempre sonhou com contos de fadas ou não, pois o que importa é ter o que contar. Ela sempre teve uma visão mais colorida do mundo. Seu pai era um herói imbatível, sua mãe uma charmosa rainha, seu cachorro um alazão, e tinha certeza que seus peies podiam falar. O dia do seu aniversario era sempre uma surpresa, seus pais todo ano preparavam algo inesperado e no final de tudo se deleitavam com bolos de chocolate, balas e balões, a alegria era tão forte que poderia ser sentida pelo perfume gostoso que fluía das risadas espalhadas pelos cômodos. A casa já fora transformada em palácio, em fundo do mar, em céu, em circo... Tudo era possível para ela. Ninguém jamais ousou dizer a ela que seus brinquedos não tinham vida própria, ou que o vento não sussurrava segredos do universo, muito menos que não existiam elfos no seu quintal, inclusive, quem é que duvidaria de suas palavras? Tudo isso sempre foi tao real...


terça-feira, 18 de dezembro de 2007

aquela música.

eu fiz aquela música para tirar um sorriso dos teus lábios. ver tua boca se mexendo, impulsionando os músculos, ate aparecer teus dentes e ouvi uma risada, a mais baixa que seja...
porque eu nao consigo suportar o teu rostinho fechado, e teus olhos úmidos constantemente.
eu fiz aquela música para invadir teu peito e dar um novo ritmo para o teu coraçao que anda tão fraquinho.
porque se teu meio-tom-de-fim-de-festa faz você cantar somente preocupações, eu quero chegar com um samba, um reggea, rock ou baião, para ver teu corpo balançando num novo refrão, estrofe, acordes, arpejos e viradas.
eu fiz aquela música para teu dia amanhecer ensolarado, porque uma hora esse tempo de chuva tem de acabar. e com aquelas notinhas que escolhi com cuidado, eu quero ouvir tua voz me acompanhando devagarinho, devagarinho, até que eu veja você se entregando com todo volume que vem de dentro de ti, por inteiro.
eu fiz aquela música para sentir você de novo dançando comigo, numa mesma balada, num mesmo suspiro. porque para mim a vida vira festa quando te canto e te balanço, porque só você consegue ouvir essa melodia que surge do meu coraçao quando eu te vejo.

segunda-feira, 17 de dezembro de 2007

receita.

para miopia, óculos.
para soluço, água ou prender a respiração.
para folhas secas, estação.
pra dor na garganta, hortelã.
para dores no coração, paciência.
para palavras difíceis, dicionário.
para luz, eletricidade.
para feriados, diversão ou descanso.
para respostas, perguntas.
para gangorra, dois.
para mudanças, coragem.
para roupa suja, sabão.
para solidão, amizades.
para boas notas, estudos.
para romatismo, luz de velas.
para sol, praia.
para você, eu.
e para amor, ...você.

sexta-feira, 14 de dezembro de 2007

acidente de percurso

- Eu disse pra você! Eu disse!
- Mas... mas.. eu não sabia que ia ser exatamente assim.
- Eu cansei de falar: nao solta as mãos assim logo de início, e se possível, fecha os olhos!
- Mas, é que a ansiedade, o frio na barriga, saber que a ladeira tava próxima, e.. era coisa demais para ver!
- Eu sei disso, mas agora você ta aí..assim..
- Por que? Por que doi tanto?!
- Porque a vida as vezes pesa demais, e recebe-la assim, de uma vez, pode ser até mortal!!
- Mas...por que?!
- Porque se tudo fosse leve demais, a gente nunca ia aprender a ficar forte!
- MEU CORPO TODO TA DOENDO!!
- ... (risos leves)
- O que foi agora? ( voz engasgada com gosto de lágrima)
- Eu sei (braços ao redor do outro corpo trêmulo), por mais que tenha milhões de avisos... é inevitável.

quarta-feira, 12 de dezembro de 2007

hoje.

eu queria sair pela rua!
revestida de coragem.
trajada de intrepidez.
com olhos ternos
e cheios de mistérios
com palavras reais
e significativas.
queria correr pelas favelas e bairros nobres
queria sentar na sarjeta e conversar com reis
um discurso de vida plena, abundante
que arrebatasse os coraçoes
Ter um grito de esperança
desfazendo esse peso de existir.

ah.. eu queria sair pelos becos
queria adentrar portões
subir em palanques
e estar em todas as televisões.

dizer, enfim, que ainda é possivel sorrir
e esse vazio...banir!
e viver uma paz descomedida que transborda
e vira vida
e toma as ruas,
e vira rima, vira cançao
por nao caber em uma só palavra
ou em um só coraçao.

segunda-feira, 10 de dezembro de 2007

O reino do Sol.


Sem perceber estava eu andando pelo reino do Sol. De início meus passos ainda se encontravam como intrusos e tive vergonha de avançar. Tudo era extremamente diferente de mim. E depois de alguns passos, comecei a admirar o local. Um estalo de vida me acordou e o reino do Sol me chamava cada vez mais forte. Algumas horas depois eu caminhava como quem acaba de nascer, obsorvendo cada detalhe a minha volta. Ora era eu, adorando a realidade que me cercava. Ora era meu corpo com orgulho de simplesmente existir. O reino do Sol em mim. Eu no reino do Sol.

Ao longe, me deti em um campo imenso, eram flores vermelhas e laranjas, amarelas e brancas, como tudo ali. Provei de frutos ardentes, fogueiras de vida nasciam por dentro. Tentando não me queimar com tanta beleza, dancei uma música nova entre elas, intensa, impetuosa, sua melodia me elevava, sua letra me emocionava, sua dança era pulsante no meu peito; sou capaz de jurar ter ouvido as flores, as árvores, os galhos me companhando em meu canto de novidade. Era beleza demais para se calar. Um vulcão de melodia erupcionava pelos meus poros, em tudo eu escutava aquela canção borbulhando notas de fogo, ritado seus sons ardentes ao mundo.

Exausta, sentei a beira de um lago tépido, febril, levei aquela água ao meu rosto, deixando os pingos quentes descerem calmamente pela minha pele, e não conseguindo me conter, deitei seu manto sobre mim, primeiro tomando meus pés, em seguida minhas pernas, meu peito, até que todo meu corpo foi envolto por uma corrente de calidez. Um renovo. Novo. Uma vida em brasas.

Voltando a estrada, percebi-me distante demais.Porém, optei por continuar o passeio, ali já não existia nada que me assutasse, tudo era o Sol, e de fato, nos conhecíamos bem, anos e anos acordando com seus beijos em forma de raios, aquecendo meus dias, fervendo meu ser.

Andei sem rumo fotografando mentalmente o máximo de vida que eu pudesse aguentar. O calor dali me fazia sentir em casa, sem dúvida, ele adorava minha visita.

O reino do Sol, cálido em si mesmo, era ilimitado e lindo, tudo tão vivo, tao cheio de cor. A cada passo me detia em novas formas e tamanhos,tudo respirava , tudo sussurrava segredos quentes e vívidos, uma grande bola de luz, tudo era dia,flamas voando pelo ar, eu podia ver fagulhas alçando vôo bem na minha frente.Eu me sentia parte daquele calor.

Caminhava sem parar, ali eu desconhecia a palavra cansaço. E entao, quando menos percebi, havia chegado ao outro lado. Não reconheci aquela face.Me deparei com a fronteira, paralisada, olhos arregalados, boca aberta, grito suspenso no ar. Uma mistura de medo e sobressalto, eu havia sido traída. Ele jamais me contara sobre aquilo! Por que? Por que destruir tudo com segredos?!

- Mentiroso! Mentiroso! - Eu repetia desequilibrada! Não seria crime destruir tantas convicções assim?! - Desleal! Infiel! - Eu bradava a plenos pulmões. Destruindo alianças, jogando memórias ao vento, correndo com afã sem direção e soluçando copiosamente diante de tal perfídia. Sentia forças me abandonando enquanto meus gritos violentos atacavam meus sentimentos.Eu estava sem ar. Tudo era uma grande fraude. Por que?!

Desconsolada, sem rumo, corri em desespero por todos os lados, meus olhos não acreditavam,meu ser chorava desconfianças, eu queria gritar desaforos, queria que ele sumisse de meus pés. Desejava que meus passos pesados o machucassem, que minhas lágrimas caíssem como pedras de rancor pelo chão. Eu tropeçava em suas mentiras, toda a minha confiança havia sido derretida, via minhas canções fugindo dos meus sonhos, e corria sem acreditar no que crescia dentro de mim, tudo rodava, tudo mudava, era uma mentira após a outra. Eu jamais acreditaria nele de novo.

A triste verdade esmagava meus peito com suas mentiras.

O outro lado do sol, é frio.

sexta-feira, 7 de dezembro de 2007

partida

Eu a vi acenando

Longe e pálida

Com um sorriso impávido

Com um olhar firme, sem distração.

Destemida andou até o final da esquina

Com passos pesados e funestos.

Deixou escapar uma lágrima pertinaz,

Que nem se deu ao trabalho de enxugar.

Suspendeu o braço e gritou adeus.

Nunca havia ouvido voz tão doce.

Nunca havia ouvido essa melodia,

Fúnebre, negra, sem sentido

Triste, abatida...Urgente.

Eu corri avidamente para abraçá-la

Chorei copiosamente sua despedida

Quando cheguei, finalmente,

Era tarde demais, minha vida se foi...


(poesia mais ou menos antiga, mas... a correria de final de periodo logo logo acaba! bom final de semana, queridos!)

quarta-feira, 5 de dezembro de 2007

cento e trinta e nove.

Eu quis correr, me cobrir de trevas, afundar meus olhos na escuridão. Eu quis entregar minha língua a falácias, me vestir de sofismas, alimentando meu ego com mentiras sutis. Eu cheguei a escalar montanhas altíssimas, abraçando o cume, desejando a solidão. Gritei não-verdades as nuvens, xingando o firmamento e meu próprio corpo, odiei meus traços traindo minha alma, ...minha unica alma. Eu tentei entrar em rodas de falsidade, me entorpecendo com hipocrisias, fazendo amigo o engano, entregando meus passos trôpegos a antíteses. Quis também ser um avesso, caminhando numa linha tênue de loucura, estaziada por absurdos, me apoiei em desvaneios e ilusões.
Mas descobri que nem assim aquela verdade pulsante que invadiu meu peito, quando eu te encontrei, deixaria de sussurrar no meu ouvido, os teus olhos doces de amor nao deixariam de seguir meus passos, por mais estúpido e errante que eu fizesse meu andar, o perdão e o abrigo nos teus braços sempre se fazem presentes. Constrangida diante dessa força, que nao cabe em mim, resolvo transpirar e aspirar essa suave fragância de pura existência.

domingo, 2 de dezembro de 2007

De alguma forma, fazem parte de mim...

uma familia feita de amigos,amigos que sao feitos de familia,um príncipe,dorflex,2010, receitas,por do sol, los hermanos, literatura, bossa-nova,café com leite,coca cola, brigadeiro, crônicas,listas,fotos espalhadas no quarto, etta james,rascunhos,parênteses, tulipas, audioslave,sutian preto,brilho eterno de uma mente sem lembranças, medeixas roxas, chinelos e salto alto,filosofia, vinicius de moraes,lasanha da mamae,bolo de chocolate, clarice lispector,damien rice,cinema, dor de cabeça,desmemória, hilda hilst, praças, dúvidas, estantes de livros,Letras,argumentos, greys anatomy, marisa monte, musica de velho, gilmore girls, lifehouse,silêncio,vitaminada de banana,miopia,ligaçoes de madrugada, sapatilha de ponta,all star, datelli, foo figthers, rob bell,lágrimas no chuveiro, lápis-de-olho, gabriel garcia marques, ryan goslin,argolas,torta de morango, filmes de comedia romantica,tarsila do amaral,aulas de portugues,ênfases, milk shake de ovomaltine, músicas,viagens, poesias, canal brasil, oswaldo montenegro,pircigns, crunch e lance,saudades,unhas vermelhas,pretas ou normais, óculos, biotonico fontora,maçã, placebos, cult,preguiça, esfoliante, purê de batata, cozinha,heros,blogs, estrelas, asas, leoni,futebol,beterraba, realismo fantástico, venus, ipod,estephen speaks,praça dos bilhares, antes do amanhecer e antes do por do sol, cronicas de narnias,imaginação fertil,andanças, the office, sorvete, sorrisos, parque do idoso, mpb,vinho,cs lewis, adriana falcao,mIrc, amelie poulain, leite condensado, peixinhos,reticências, barcos,neologismo, distâncias, ingles, perfume doce,tatuagens, entre outros...e outros..e outros...

de que você é feito?

sexta-feira, 30 de novembro de 2007

tua presença.

É leve a tua presença. tão leve que me leva a sonhar...
fico parada no tempo lendo teus passos,
vendo teus versos, prevendo tuas rimas,
sendo tão manto, tua saída.
te vejo flutuando na minha frente,
tua dança solta ritmada pela existência.
despreendia forma de viver, tons leves nos teus traços...
Quero respirar esse teu ar que não pesa.
Quero ver esse mundo tão livre através dos teus olhos.
Quero soltar luz pelos poros
e ofuscar o mundo de mãos dadas contigo.

quarta-feira, 28 de novembro de 2007

um só.

A primeira vez que senti tua mao envolvendo a minha, me peguei pensando (e rindo sozinha)... como nossa pele combina, e como uma luva macia a tua mão pertence a minha, e a nossa textura faz um contraste poético. Como a luz dos teus olhos, quando encontra com o meu, cria um cenário tão vivo, tão cheio de cor, e milhares e milhares de estrelas surgem quando você sutilmente sorrir.
É o barulho da chuva no asfalto, é a magia da lua feita de mel, é o silêncio que envolve,é uma dança no céu, é o momento perfeito quando estamos nós dois. a sós.
A primeira vez que senti o aperto seguro do teu abraço, o teu corpo contra o meu, teu coraçao me contou tantos segredos... eu quis que teu perfume fizesse parte de mim, que teu sangue escorresse por entre minhas veias, e que teu ar invadisse o meu pulmão.
Naquele espaço delicado de nossas bocas, aquele doce abismo de desejo, que sussurro oraçoes diárias esperando que acabe, e que seja, enfim, corpo, sonho, calma, alma, nomes, passos, traços, laços, perfumes e lábios, como um só.

segunda-feira, 26 de novembro de 2007

sorriso sincero.

ah sorriso sincero
como eu senti saudades de ti.
andaste longe, tao distante
cheguei a pensar que desistira de mim...
ah, sorriso sincero, meu sorriso secreto. meu.
aquele sem peso, aquele mais bonito, firme e constante.
aquele que vem de dentro, aquele sem-vergonha, certo, sutil.
ah meu sorriso..
como eu tive saudade de ti.

sexta-feira, 23 de novembro de 2007

o nada.


Antes... nao tinha nada...
entao Deus se sentiu sozinho e criou tudo.
O nada, por sua vez, ficou com bastante inveja e
resolveu ocupar a criaçao preferida de Deus.
Ele se alojou bem no centro do peito,
e encheu de vazio o coraçao do homem.
que na verdade, sem entender a histoória direito,
deu ao nada o nome de solidao.

quarta-feira, 21 de novembro de 2007

a vista.

Eu fiquei olhando para o espaço, aquele infinito de nuvens e pontinhos luminosos, recriando compassos absurdos, ilusoes sobre o céu, quimeras sobre a terra, inventando situações mirabolantes e rindo de teorias e fantasias, era evoluçao, e criaçao, era relatividade e gravidade, existencialismo, e determinismo, teoremas e regras de 3.
Eu observei as linhas tortas e incompletas, trópicos e meridianos, carregando sobre os ombros as estações. Flores e folhas secas, graus abaixo de zero, vento quente de verao.
calei e testemunhei os raios de sol.
e em silêncio escrevi segredos na areia.
desenhei traços e caminhos brilhantes de uma estrela a outra, esbocei uma viagem que começaria de dentro para fora.
engoli a seco o nó na garganta, sonhei com a lua e adormeci sob o orvalho.
olhando em volta percebi que continuava, como sempre, sentadinha em solidão olhando a vida pela janela...

segunda-feira, 19 de novembro de 2007

inquietação.

Entao, fiquei brincando com aquela inquietação dentro de mim. Fiz movimentos exagerados com as mãos, gesticulando desordenadamente. Levei os dedos aos cabelos, os penteei, os descabelei, quase os arranco, confesso. Eu andei descompassadamente; eram passos vãs por nao terem um fim.
Eu variei os tons de voz, gritei impropérios, e sussurei sentimentos controversios, cuspi declarações e confissoes diversas, como quem tenta arrancar algo de tantos anos de dentro de si.
eu brinquei com aquela inquietação por horas.
Ora ria por nao ter mais o que chorar.
Ora chorava pela consciencia do nao-rir.
Sentei na penumbra. Corri para luz.
Pulei da cama assustada.
Me recolhi em silencio a esquina do meu quarto. meu mundo.
A inquietaçao crescia. E meus olhos vagueavam pelos cômodos com terror.
Movimentos desconexos.
Frases mudas.
Gritos de silêncio.
Era um mistura desconhecida.
Por isso, eu brincava com pavor, eu brincava curiosa, entretida com aquela velha inquietaçao em forma de novidade.

sexta-feira, 16 de novembro de 2007

etérea

eu sou etérea.
uma novem de brisa e algodão-doce.
um gosto suave de vento de manhã tocando nos lábios,
doce como maçã do amor.
o sussurro de paixão ao pé do ouvido em uma música de ninar pra até gente grande gostar.
o suspiro profundo que desata os nós do tempo pesado demais.
a cócega no coração que tem batida de festa.
o aconchego do abraço quente na virada do dia.
eu sou o sabor da palavra e da musica.
o riso sincero da piada sem graça.
o som da vida quando se acorda nao estando dormindo.
o frio na barriga na descida da ladeira.
o espaço, o inicio e o fim da linha.

obrigada.

primeiro
gostaria de agradecer pelos lindos presentes que me deram..














Fiquei muito emocionada de recebê-los.
e..gostaria de passar o



(que eu ganhei da ANA.
... blogs que me fazem pensar sempre que os visito.)

PARA:
Infinito Particular
Entretantas,eu
Por que cargas d gua?
Coisas da Gaveta
Amenidades


Obrigaaaada!
;**

terça-feira, 13 de novembro de 2007

aquela dor.

Confesso que tive medo de perder aquela dor. Por anos eu me resumi àquela pontada segura entre o peito, sem ela o que seria de mim...?
toda noite a certeza de que esse cancer iria me acolher na cama, e iria me envolver com seus braços crueis, mas..eu nao mais dormiria sozinha.. Pela manhã o beijo amargo da dor de existir, latente, pulsante, exibia diante dos meus olhos meu fracasso presente nas minimas açoes do meu cotidiano. Tive medo de perdê-a. por mais insano que isso possa parecer, ela era a unica que respirava comigo no meu terror de viver; ela me alimentava, suprindo-me com lágrimas de fel, ácidas, misturadas com o prazer de sofrer, choramingando compulsivamente no escuro, abraçada com minhas pernas contra o meu corpo. Um feto. um Ser. um Só.
tive medo de nao mais ser eu se ela se desprendesse de mim.
Quase morro como em uma mesa de operaçao ao sentí-la se desprendendo do meu peito, se despedindo da minha mente,dessaraigando-se dos meus pensamentos, soltando-se lentamente da minha vida. como um suspiro repentino de um asmatico que encontra uma fina camada de ar para se segurar.
e eu... eu tive medo de perdê-la. Apesar de saber que tavez tudo seria melhor sem ela, eu seria novamente um recem-nascido, aprendendo a sentar, a falar , a calar, a sorrir com ou sem razao, eu teria que dar novamente primeiros passos, e pra falar a verdade, eu ate ansiava pelos primeiros tombos na esperança dela voltar pra mim..
eu tive medo de perdê-la;
hoje já respiro ar como um presente. e nao apenas como uma casualidade...
Enfim entendi que a vida nao foi feita pra se morrer todo dia.
quem sabe um dia ela volte e encontre um eu diferente.

segunda-feira, 12 de novembro de 2007

suficiente.

tem vezes que simplesmente nao é suficiente correr para cama e colocar o travesseiro contra o rosto, soltando um grito abafado, o grito mais sufocado, o mais oprimido, e real..
tem horas que simplesmente nao é suficiente parar na frente do velho espelho repetir como um mantra todas aquelas frases prontas daquele livro de auto-ajuda escondido debaixo do colchao.
tem vezes que nao é o bastante tomar aquele banho demorado só pra chorar sozinha deixando as lágrimas se confudirem com os pingos gelados.
nao é suficiente... simplesmente nao é...

quarta-feira, 7 de novembro de 2007

(Fernando Pessoa)

Enquanto não superarmos a ânsia do amor sem limites,
não poderemos crescer emocionalmente.
Enquanto não atravessarmos a dor de nossa própria solidão,
continuaremos a nos buscar em outras metades.
Para viver a dois, antes, é necessário ser único.

segunda-feira, 5 de novembro de 2007

Exatamente abstrata.

Tente me tocar...

Estou fora de alcance.

Tente me entender...

Eu sou o insondável.

Muito além de explicações.

Uma evolução secreta e segura.

Viva.

Tente me prender...

Tenho asas tatuadas em minha alma.

Tente sufocar minhas palavras...

E meus olhos chorarão poesias.

Mistérios.

Estou cercada por esta nuvem de segredos.

Alada.

Minha alma grita o desconhecido.

Explicita.

Possuo todos sentimentos do universo.

Suspiro uma verdade eminente

Que corre e escorre por entre minhas veias.

Tente me seguir...

Ouse me parar..

Tenho uma força que está para além das nuvens.

Degraus construídos de estrelas e sangue.

Livre.

quarta-feira, 31 de outubro de 2007

adriana falcao.

"Muitos guarda-chuvas se abriram, crentes, talvez, que eram flores, já que não é característica de guarda-chuva ter conhecimento de que só se abre porque é aberto...."


(adriana falcao - comedia dos anjos)


terça-feira, 30 de outubro de 2007

eu.

pq eu sou assim e pronto.
enfatizo demais as palavras quando estou indignada.
falo excessivamente quando estou feliz.
estranhamente me calo quando estou triste.
e choro sem medidas quando estou com raiva.

segunda-feira, 29 de outubro de 2007

pedaço de eternidade.

eu vivencio a eternidade olhando nos teus olhos, um gosto de vida me toma e me eleva, visito as estrelas, me visto de luz, descubro a existencia, danço na lua, experimento segredo, absorvo liberdade, me alimento de ti. Num toque, num beijo, num traço, num suspiro a luz de velas, no entreleçar de frases e de peles. tudo se traduz no caleidoscópio do infinito, no para sempre de maos dadas; eu vejo o brilho ofuscante na vida de um hoje que transcende um amanha, que dialoga com o ontem, e termina imortal.

sexta-feira, 26 de outubro de 2007

seca.

e eu sinto sede e bebo água, procuro dar um beijo mais demorado, chego até a desejar me afogar numa poça qualquer.
sinto os olhos se secarem, uso colírio, assisto novelas dramáticas,
leio poemas e abro os olhos bem aberto na frente do ventilador. As lágrimas também nao ajudam.
minha pele ressecada nao pára de descapelar; com hidratantes ou com um banho de sol, de lua, de tudo, de nada... tudo parece evaporar. se esvair.
olho para minhas veias e quero irrigá-las, vê-las florir como a flor de campo simples na minha janela.
seca. árida. improdutiva.
procuro concretos numa luta subjetiva.
procuro objetivos numa dança abstrata.
quero um naufrágio existencial; saltar de um trampolim desconhecido e mergulhar em vida.
e enfim, nascer de novo como a corrente de um rio.

quinta-feira, 25 de outubro de 2007

o tempo.

O tempo é o amigo e o estranho. O doutor e o amante, a foice e o algoz. Aplaudimos e sufocamos, contamos com lágrimas e medimos com sorrisos. O tempo é o vento, e o vento é poeira fina que fica dentro dos olhos.

Tempo é aquele que acarinha o enfermo, satisfaz os ponteiros em sua dança louca e desvairada, mas se perde entre sussurros apaixonados e melodiosas canções de serenatas. Tempo é aquele que mostra que feridas purulentas e profundas são suas companheiras fiéis, e que dores latentes e proibidas fazem parte do seu show de atrocidades.

Chorem alto, lamentem nas vigílias. Doce e amargo é o gosto de quem se submete.

Desequilibrados constantes, aprendendo com noites e dias que duro e enfadonho é o seu penar. O tempo se vai, e não se despede.

Chorem alto, lamentem-se, infames submissos. Tempo é um deus cruel que brinca com suas armadilhas ardilosas e ri gargalhadas corrosivas quando nos prende em uma de suas teias.

Tempo é o vento, e vento é poeira fina que fica dentro dos nossos olhos; uma vez que piscamos e descobrimos que já não somos mais meninos. O tempo se vai, e não pede passagem.

quarta-feira, 24 de outubro de 2007

shhh.

Esse post é uma grande oportunidade de voce ficar calado.
é.
silêncio.
porque tudo faz muito barulho e ate nossos pensametos começam a gritar.
entao.
páre.
a dança louca na sua mente.
a vontade de falar.
esqueça aquela inquietaçao de biblioteca.
a estranheza do emudecer.
se possivel se feche no quarto e curta a ausencia do som.

tudo faz muito barulho.
tudo ta alto demais.
e agora...

nada soa.
no silencio quem reje é a sua lei.
apenas o espaço no meio dos sons. Voce.

essa é a sua grande chance.
....aproveite.

terça-feira, 23 de outubro de 2007

clarice.

“O homem não é algo pronto, e sim um conjunto de possibilidades que vai se atualizando no decorrer de sua existência. Ele é livre para escolher entre as muitas possibilidades, mas sua escolha é vivenciada com inquietação, pois a materialidade de seu existir não lhe permite escolher tudo — cada escolha implica a renúncia de muitas possibilidades… A inquietação diante da liberdade de escolha é tanto maior quanto for a importância da decisão para o nosso existir”.


mais uma vez deixo ela falar.

sexta-feira, 19 de outubro de 2007

mas eu.

Para uns ele nao existe.
alguns chegam a dizer que é triste.
uns abraçam a desventura.
outros tantos, a amargura.
e alguns poucos, infelizes,
chegam a dizer em prosa e rima
de tal modo que desafina
que apesar de tudo...
ele morreu.

mas eu,
ah,
eu prefiro acreditar nas palavras e sonhar
que acima de profecia, esperança ou heresia
que acima de ouro ou de tesouro
alem de morte ou de sorte
existe e persiste
o amor.

quarta-feira, 17 de outubro de 2007

provas e provas e outras provas.

eles se reunem clandestinamente. esse ano provavelmente escolheram um beco escuro e sombrio. ou uma sala dessas de torturas medievais. ou um arquivo morto com documentos da ditadura. ou ate uma biblioteca de livros sobre hitler,stalin e outros...

delimitaram novas tecnicas de derrubamento.
conversaram sobre estrategias diferenciadas.
colocaram no papel alguns nomes, e riram risadas maleficas.
a sociedade dos professores perversos nao se deixa derrubar.
apesar de negarem qualquer tipo de relacionamento.
apesar de dizerem se apoiar em famosos teóricos.
eles querem nos aniquilar com bombas escritas.
querem nos sufocar lentamente com materiais por cima de materiais.
voce pode sentir o cheiro de vingança.
voce pode ver o sorriso cinico ao entregar as notas.
epoca de provas.
alguem me salve.

terça-feira, 9 de outubro de 2007

dorothy parker

Quando peso os prós e os contras
das coisas que meu amor encontra
uma boca curva, um punho de fogo
um cenho interrogativo, um belo jogo
de palavras tão batido quanto o pecado
uma orelha pontuda, um queixo rachado
membros longos, agudos e olhos oblíquos
nem frios, nem meigos, nem escurecidos
Quando então pondero usando a razão
nas superficialidades que satisfazem meu coração
sou surpreendida com tal banalidade
me maravilho com a minha normalidade.

segunda-feira, 8 de outubro de 2007

simples desespero.

Eu me tornei co-participante das solidões terrenas. Sinto secretamente as lágrimas constantes em rostos esquálidos,cheios de olhos abandonado e sonhos frustrados. Tenho inocentemente um coração pesado, cheio do vazio de transeuntes. Sou o zero a esquerda, sou uma folha a mais caída no chão. Respiro por obra do acaso e piso com cuidado em solos duvidosos que chamam de vida... Não consigo encontrar alento, minha alma é celacanto em meio à multidão usual.

Não me escondo dentro de mim, o frio de meus pensamentos envoltos em solitudes alheias já não me satisfaz, me alimento no secreto de minhas conclusões insolentes,já não conheço virtudes. Sou o sussurro absurdo dentro da discussão, sou o espaço do olhar entre o adeus e o finito. Sou aquela ponta de rancor no meio do amor, sou o medo persistente que assombra o vencedor, o canto que sobe das ondas e afunda embarcações. Sou detalhe. Sou um todo. Sou o simples desespero.

fragmento do livro Simples Desespero - marta silva

quinta-feira, 4 de outubro de 2007

revoluçao.

eu tenho dentro de mim um poder tao grande,
que posso mudar jeitos, temperamentos,vidas...
um poder revolucionário e arrebatante. que suspende os coraçãos ao alto e faz amor escorrer pelos poros... uma revolução que começa hoje. e se concretiza de dentro pra fora.

quarta-feira, 3 de outubro de 2007

de súbto.

Acordei de subto. A dor de cabeça surgiu exatamente na hora que abri os olhos e me deparei com tamanho clarao, quase fico cego com todo o impacto luminoso, branco, um vazio brilhoso e eu.

Deitado com o rosto em terra, me apoei na mas minhas maos, braços fracos, tremeram, fraquejaram, ate que consegui me suspender, as pernas não respondiam.Pânico. Gosto de sangue na boca. E uma dor de cabeça aguda e constante.Será que dessa vez até os meus sonhos me traíram?

domingo, 30 de setembro de 2007

amá-lo

Amá-lo é libertar meus pulsos daquelas velhs amarrs de egoísmo, que sozinha me atei.
amá-lo é tirar os pesos dos meus lábios marcados e secos de febre de orgulho das noites de solidão que eu me embrulhava e rasgava leçois de passados.
amá-lo é voar com asas novas e seguras, por um céu de certezas claras que outrara eram estranhas, um céu de aventuras vívidas e novidades atraentemente belas.
amá-lo é voltar a ter luz no olhar, mesmo nao asbendo onde dar o próximo passo, a consciencia de que nao será em mais um precipicio de desilusoes.
amá-lo é conhecer-me a mim mesmo, e ter uma dança leve e sicnera no meu jeito de andar, falar,viver...
amá-lo é ter uma força tao poderosa a cada batida do coraçao que é capaz de mesmo a distancia o seu nome poder ser ouvido.
porque amá-lo eleva a minha alma.
e me transborda de amor.

sexta-feira, 28 de setembro de 2007

teorias e práticas.

eu só queria dizer que nem sempre as pessoas estao prontas para viver
com as ideologias que dizem se interessar, as vzes a força que emana de uma filosofia de vida é tao forte que chega ser assustadora. eu nao sei extamente no que voce diz crer,
mas sei que nao faz sentido nenhum se esse dizer nao se transforma em vida prática.
e eu tenho pensado muito sobre isso.
e tenho me decepcionado ao ver condutas e discursos.
pq discursos sao tao faceis de fazer.
e condutas complicadas de construir.
e parece que falar tem sido tao importante.
mas.. eu particularmente acho que vivemos vida, e nao frases.
e talvez o que nohs fazemos faça muito mais do que só falar.
viver o que fala.
falar o vive.
faz muito mais sentido pra mim.

quarta-feira, 26 de setembro de 2007

liberdade.

eu quis gritar e me deparei com o silêncio, mortal, pétrio, mais profundo de uma alma; me deparei com o terror do emudecimento, e mordi meus lábios de forma que um gostinho de sangue fluiu pela minha saliva. Levantei-me com cuidado e respirei uma poeira gasta que voava em circulos, ela me instigava a viver; pó, poeira e lágrima. Uma vitoria derrotada pela vaidade da voz dúbia que surgiu me atormentando o Dentro de mim.Bem no centro do meu peito. Delacerada. Exposta.
As armas se renderam e só o que restou foi a polvora nos dedos, e o cheiro esquisito de suor e chuva seca nas roupas poídas, que eram levadas pelo cicio fino e macio de uma brisa que ja nao era estranha para meus olhos secos de dor, úmidos de memorias, cheios de passados, fundos de guerras e vermehlos de derrotas. O vento. O sussurro. E enfim, de braços erguidos, trêmulos, exaustos... o gosto de libertadade.

segunda-feira, 24 de setembro de 2007

ela sempre fala.

eu esta aqui pensando sobre Hilda Hilst.
meu livro dela (Cantares) sumiu.. e eu ainda nao superei isso..sinto falta dela falando comigo nas madrugadas de insonia.
e eu estava aqui pensando quantas vzs essa mulher ja me levou a profundas
reflexoes, e como ela consegue falar umas coisas que ficam
engatadas na nossa garganta, e ou a gnt nao fala porque nao tem palavra pra explicar, ou porque a gente tem vergonha de expressar e prefere deixar guardado..
Hilda Hilst tem um jogo de palavras que me deixa boba. E um jogo de ideias que me fascina.
Eu nao sei se voces conseguem ouvir tudo o que eu ouço quando ela fala..
mas..vale a pena tentar ouvir.

Que canto há de cantar o que perdura?

A sombra, o sonho, o labirinto, o caos

A vertigem de ser, a asa, o grito.

Que mitos, meu amor, entre os lençóis:

O que tu pensas gozo é tão finito

E o que pensas amor é muito mais.

Como cobrir-te de pássaros e plumas

E ao mesmo tempo te dizer adeus

Porque imperfeito és carne e perecível

E o que eu desejo é luz e imaterial.

Que canto há de cantar o indefinível?

O toque sem tocar, o olhar sem ver

A alma, amor, entrelaçada dos indescritíveis.

Como te amar, sem nunca merecer?

quinta-feira, 20 de setembro de 2007

uma aprendizagem ou o livro dos prazeres.

eu vi lágrimas involuntárias rolando sobre o meu rosto.
era Lóri descobrindo a vida.
era Clarice revelando o Ser.
era Ulisses absorvendo a liberdade.
era Marta questionando o Eu.

eu nunca vi um livvro que se confundisse tanto com a realidade,
nao que ele conte a minha historia,
mas talvez a historia conte quem sou eu.

Chorando feito criança, nao conseguindo conter tanta luz
que irradiava do meu proprio peito; eu mordi a "imordível"
e "inalteravel" fruta da existencia. e eu ainda a vejo intacta, brilhando
na minha frente, e eu, ainda sinto seu gosto suavemente pesado, descendo pela minha lingua.

leiam: Uma aprendizagem ou o livro dos prazeres,
Clarice Lispector.

quarta-feira, 19 de setembro de 2007

voce sabe?

sabe quando voce absorve tanto o mundo que tudo parece incrivelmente leve
tao leve que chega a pesar dentro de ti?
eh tanta leveza, eh tao sutil ao ponto de sufocar.

voce sai lendo as calçadas, voce sai lendo as nuves,
lê os olhares na rua, lê os semáforos, e as tintas das paredes.
e sua cabeça pesa de tenta informaçao,
tudo é tao claro que voce usa oculos escuro, e até de noite
cobre os olhos, pq as estrelas insistem em querer se comunicar tambem.

sabe quando tudo parece fazer parte de ti?
uma grande extensao do seu proprio ser?

seus braços nunca foram tao longos.
suas pernas nunca caminharam tantas distancias.
e seu sorriso nunca foi tao largo.
suas lagrimas nunca caíram com tanta facilidade.

voce sabe quando as palavras nao sao o bastante
e o seu silencio eh quase ensurdecedor?

quinta-feira, 5 de julho de 2007

uma crise.uns clones. e um delirio.

esses dias de correria eu tava pensando..
e se eu conseguisse me clonar?
entao teria vaarios Eus e finalmente eu ia poder me organizar
voce vai para este lado.
voce para este.
voce ali..ei..vai descansar um pouco.
...enfim
eu faria tudo nos prazos e bem feito do jeito que eu queria q ficasse
afinal, seriam replicas minhas.
mas..
depois eu pensei
como elas seriam fragmentos de mim, elas tambem uma hora ou outra
iam querer fazer varias coisas ao mesmo tempo...
e daih iam ter a brilhante ideia de se clonar
e clonar..
e clonar..
e isso nao ia parar nuuunca.
milhoes de martaas agitadas querendo fazer de tudo..

quase um pesadelo pra mim mesma...

é.. é melhor eu ficar por aqui mesmo..

sexta-feira, 22 de junho de 2007


Lateja e pulsa.

Meu coração é uma grande orquestra escura

Eu luto,um vulto.

Um tanto e um quanto.

Manso,e avulso.

Exibo à frente uma ferida

E sangue escorre pelas minhas mãos.

Pingos e lágrima correm para as margens.

E eu, permaneço a míngua.

Escassa.

Um traço dilacera o horizonte

E minhas mãos escarlates protegem meus olhos.

Permaneço na penumbra.

Afundo meus olhos dentro de mim.

E enfim,

Me atiro.

terça-feira, 19 de junho de 2007

Correria.


bem, eu fui chamada pra um projeto de linguistica (análise do discurso) da minha faculdade. como eu nao consigo pensar em outra coisa, pq tenho q entregar meu sub projeto ainda hoje, inda tenho varias provas e seminarios.. vo colocar aqui um pedaço dele pra qm quiser ler, hehe. boa semana, gente.

A identidade do ser humano, sempre esteve em mutação, uma vez que as concepções de “eu” em relação à sociedade são transformadas com o percurso diacrônico da humanidade. Essa trajetória histórica-evolutiva delimita e destrói, determina e transforma a identificação do homem. Num paralelo entre os ciclos históricos, podemos analisar analogicamente a situação que o ser humano dispunha para permear sua identidade anteriormente e o que o influencia no hoje.

Na era medieval/iluminista o centro essencial da identidade de uma pessoa começou a ser o seu próprio eu, antropocêntrico e individualista, o homem explorou sua intelectualidade e foi capaz de avançar fronteiras não somente científicas, mas continentais. Esse contato com o exterior provocou um interesse entre o “eu” e as novas sociedades, trazendo na Modernidade, o interagir com as culturas alheias, e permutar valores e significados, e até a tentativa de estabelecer e interpor sua identidade resolvida, estável e concreta aos demais (através de guerras e exploração), juntamente com isso, o capitalismo toma forma e se fortalece, com um poder e a “verdade” centralizados na mão de alguns. Com o advento da pós-modernidade, podemos notar que a multiplicação das redes de comunicação (globalização, Internet, televisão..) têm sido expandidas aceleradamente, com isto a percepção de mundo dos indivíduos os torna seres plurais, fragmentados, e não-resolvidos. A interação mundial com a tecnologia de ponta revoluciona o meio, e, conseqüentemente, o ser que está inserido nele.

A facilidade de acesso e a rapidez de informações diversas, juntamente com as nuances que permeiam a formação de um discurso concreto de um adolescente (jovem), provocam uma agitação social, por isso as tribos urbanas que se formam são intermitentes. Porém, são uma resposta do jovem, que precisa de interação e comunicabilidade com o seu meio, à sociedade fragmentada e individualista.

Para o crítico social Kobena Mercer “a identidade somente se torna uma questão quando está em crise, quando algo se supõe como fixo, coerente e estável é deslocado pela experiência da dúvida e da incerteza.”. Uma vez que a formação do eu e do outro estão em constante mutação, o ser humano inseguro, conectado à vários papéis precisa ser analisado, para maior compreensão de suas transformações.

Por ser um assunto emergente, não podemos encontrar muitos trabalhos a respeito da resposta do jovem e do adolescente instável à sociedade em evolução através do tribalismo urbano. Isso, juntamente com a inconstância e as transformações que se estabelecem na atualidade pós-moderna, e influenciam diretamente a identidade atual, me estimularam a fazer parte e desenvolver este trabalho.

quinta-feira, 14 de junho de 2007

dias.


tem dias que parece que todos os sentimentos do mundo convergem em mim.
todas as dores.
todos os enjoos
todas as raivas
todos os gritos
todas as falácias
toda frustração
toda úlcera da alma
e toda decepçao.

parece que as lágrimas dos olhos cansados sao todas minhas!
e que as nao-forças me consomem.
os nao-lugares sao todos familiares.
e surge um aperto no peito, um aperto estranho, estrangeiro, alheio, forasteiro.

tem dias que a noite chega mais cedo,
mesmo com o sol la em cima brilhando,
ela insiste em espreitar-me.

tem dias que os tremores sao quem me movem
e meus pensamentos dubios, nao-gentis, me levam a
falar o silencio mais profundo que existe.

quarta-feira, 13 de junho de 2007

reais.

O tempo passou loucamente

Destruindo lembranças e carta

Vidraças e laços que outrora fizemos e juramos.

Despedaçando e estilhaçando como um furor impetuoso

Tudo aquilo que tínhamos construído, e sonhado.

Se for uma questão de opção,

Eu preferia permanecer.

Aqui.

Parados.

Olhando dentro dos olhos.

Me afogando no teu sorriso.

Finalmente encontramos a realidade.

Me cala?

Faz teu silêncio, tão certo, ser nossa voz.

Que ele cante,e vibre por cima e por entre a brisa de nossos sussurros de amor.

Ah, se fosse por mim

Eu preferia ficar...

Sozinhos, mudos

Vendo o tempo passar por entre nossos cabelos brancos

E marcas de maturidade.

Me ensina.

Me mostra onde acaba a fantasia

E começa os passos trôpegos da vida real.

Sim,

Encosta tua mão na minha.

Cansados.

Autênticos.

Um passo de cada vez.

Agora sim. somos reais.

terça-feira, 12 de junho de 2007

Ela e Ele

Ela gosta de brigadeiro com morango e prefere sentir o frio do chão com os pés descalços... Ele admira a lua todas as noites e insiste em almoçar no mesmo lugar. Ela anda dançando e dá ritmo até as coisas rotineiras. Ele usa aquela mochila nas costas e costuma não pentear os cabelos, diz que é um trabalho a menos, e completa admitindo que nada penteia tão bem como as mãos dela por entre as suas madeixas. Eles andam para todos os lugares, mesmo quando tem carro...(ela pensa sozinha, que é melhor assim, porque dá pra aproveitar cada segundinho do lado dele...). Eles sonham com mundos e fundos, viagens e filhos, e suspiram quando se abraçam bem forte.Ela usa roupas escuras quando o clima está nublado (ou não), e tem um livro para cada situação. Ele surpreende qualquer um com as musicas que saem de suas palavras, e ama vê a cara que ela faz quando ele lhe faz uma surpresa.

Ela diz que a saudade que ela tem dele machuca lugares que ela jamais imaginou ter por dentro, e ele costuma falar que ficar longe dela faz o coração dele doer...

Tudo que ele olha lembra ela, tudo que ela fala rima com ele. Ela gosta do cheiro dos pingos de chuva batendo no chão, ele se diverte vendo-a dançar... Ela costuma bancar a durona mas chora quando ele faz declarações, ele não tem vergonha de confessar que chorava abraçado no travesseiro deles quando sentia muita falta dela...

Mesmo séria ela pensa em como ele está, e mesmo calado ele quer o melhor pra ela.

Se brigam, ela torce pra chegar logo a parte da reconciliação, e se ela se estressa, ele faz de tudo para ela sorrir... Ela sonha em beijá-lo em Paris, e ele planeja lhe abraçar na praia...

Os dois veneram o por do sol, e acham interessante como suas mãos se encaixam tão perfeitamente. Ele diz que os olhares dela o desmontam fácil, fácil, mesmo ela comentando que são os olhos dele que parecem procurar constantemente pela alma dela.

Eles descobrem todo dia mais alguma coisa em comum. Sussurram segredos e amam cinema. Ela escreve poesia. Ele toca violão.E ela ama brincar de decorar os contornos que o rosto dele tem, e ele, por sua vez, brinca de desenhá-la nos seus pensamentos ou nas nuvens.

Todo mundo acha que ele nasceu com um manual para lidar com ela, e que ela completa o sorriso dele, eles acham que tudo isso é historia que Deus inventou só pra deixá-los mais feliz.

Quando ela chora, ele fica com nó na garganta também. Quando ele se cansa, ela se transforma em abrigo.

Quando eles se beijam o mundo todo parece brilhar como néon, e o gosto que fica na boca é bem parecido com o quando se fala a palavra Eternidade, ou mesmo o sabor que Feliz-Para-Sempre tem.

Ela diz que ele anda em câmera lenta por entre a multidão desfocada, e ele conta que ela se destaca porque é a mais linda de todas, apesar dela não acreditar...

Não dá pra fugir muito tempo do amor, uns comentam. Ela é dele, e ele é dela, outros confessam. Mas o que se sabe, no final das contas é que o amor deles é tão forte que nem distancia, nem tempo, nem ninguém pode apagar...

Marta do Thiago.

segunda-feira, 11 de junho de 2007

...

certa vez uma tristeza veio me abater
e tomou meu coraçao de mansinho.
e quando eu menos percebi, ela tinha tomado meus olhos.
eu chorei um choro baixinho.
lembro de ter enxugado as lágrimas naquele pano
antiiigo que usava pra dormir,
que dessa vez, so alimentou minha insonia.
é, certa vez, o sol nasceu coberto por uma nuvem impertinente
e nao deixou meus olhos brilharem, nem meu sorriso
se esticar preguisosamente de manha.

ah, tristeza que vem como uma dorzinha aguda e estridente.
certa vez voce aparece.
certo dia voce surge.
alguma vez voce pretendeu sumir?

quarta-feira, 6 de junho de 2007

sonho ruim.

Depois de algum tempo sem isso.
hoje tive um pesadelo.
sabe esses sonhos que dentro do sonho vc dorme e acorda e acaba q vc nao sabe
mais se ta dormindo ou acordada?...
poizeh, tive um pesadelo desses, uma sensação de desmaio (no sonho), queria acordar e
nao conseguia, alguem me espreitando na penumbra, febre, falta de ar..horrivel... acordei no susto puxando a respiraçao, com dor de cabeça e sem sono :/
Depois de algum tempo rolando na cama, pensando e pensando, pedindo do papai do ceu que me ajudasse a dormir pq eu tenho trabalho no outro dia... eu peguei no sono, sonhei com coisas felizes e acordei muito bem.

isso me fez pensar...
quantas vzes tratamos pesadelos como coisas constantes,
esquecendo que uma hora ele acaba e o dia amanhece de novo, e td nao passou de
...um sonho ruim...

Depois de um tempo a gente aprende.. que esse sonho aterrozirante nao dura pra sempre,
e que sim, somos capazes de deitar e pegar no sono, dormindo como anjinhos logo em seguida.
nao precisamos mais chorar,correr para a cama da mamae, ou ter medo de olhar debaixo da cama.
depois a gente aprende que para apreciarmos e darmos valor de fato a um sonho bom, precisamos ter um sonho ruim de vz enquando.
e que na vida.. é a mesma coisa...
o importante é confiar e lembrar que.. esses sonho ruim..nao dura pra sempre.

segunda-feira, 4 de junho de 2007

fim.

Tem uma hora que voce já pode se considerar realmente viciado.
é qnd vc passa a sonhar com elas, dando conselhos, recebendo conselhos, se envolvendo nas histrias...
ou até qnd na hora de decidir algo voce pensa.. como elas sairiam dessa..

é..
Gilmore Gilrs termina essa semana. dia 07
Eu acompanho essas moças desde que a vida de Rory se resumia em estudar e namorar com o Dean, desde que a Lorelai so sonhava com uma pousada so dela.. e Jess era um menino revoltadinho que chegou para bagunçar a vida de todo mundo (hj em dia ele pode ate voar - Heros)
eu acompanhei as lagrimas de cada uma, torci pelo Luke, quis bater no Christopher e depois aceitei o pedido de casamento dele em Paris! eu fiquei com raiva da Emily, quis provar as comidas da Sokie, me assustei com a chegada da April, me emocionei com Lane, e ri bastante do Kirk...
Ah..
nem acredito que as meninas gilmore vao chegar ao fim.
Essa noite sonhei que eu tinha uma conversa séria com a rory sobre o pedido do Logan!hehe
ai ai...
eu assistia com a minha irman, rindo, chorando, e segurando na mao dela as vzes...
depois minha irman casou, e nohs ligavamos uma pra outra pra continuar assistindo juntas!

Particularmente, muitas memorias irao surgir qnd eu ouvir..
" If you're out on the road
Feeling lonely, and so cold
All you have to do is call my name
And I'll be there on the next train

Where you lead, I will follow
Anywhere that you tell me to
If you need, you need me to be with you
I will follow where you lead "

sexta-feira, 1 de junho de 2007

Holy fiiight

quem nunca imaginou Eva dando o troco no diabo e coisa assim?
aehuaehuae..
plasfemia pra uns.. jogo legalzinho pra outros huaehuae
link: http://www.adultswim.com/games/biblefight/index.html
eu me amarrei.. noeh tem poder de atirar pombas, moisés faz chover sapo, maria atira aureolas-santas, eva faz o cabra engolir fruto.. uhaehhuae.. eu achei divertido.
quem quiser conferir, e nao tiver nada mais interessante pra fazer ¬¬ ... taih o link.

;*

quinta-feira, 31 de maio de 2007

pelanquinhas.

Eu vi uma peça que comentava sobre esse assunto.

E comecei a refletir profundamente.

Todas as mulheres odeiam aquela pelanquinha que fica na parte de trás do braço.

Ou vocês acham que é algum cumprimento chique ensinado para princesas, atrizes e primeira-dama? Nada! Aquele movimento leve,quase uma coreografia feita por aquela miss?

Puro charme para esconder a pelanquinha!

Nenhuma vai sair por aí dizendo que tem um braço de tacacazeira, como uns chamam, ou de lavadeira, como outros se referem.

Já pensou: Rainha Elizabeth revela: “Minhas pelanquinhas são meu charme!”

Nada!

Se vamos a um jantar, quase não comemos...

Toda mulher é assim, pode está morrendo de fome, porque afinal não almoçou pra poder caber naquela saia, e também porque não quer parecer esfomeada pra ele, então, educadamente, 15 grãos de arroz, um pedaço de 5 centímetros de carne (por 2 de espessura), 2 fatias de tomates, meia folha de alface, umas 3 batatas e só, dependendo da pessoa acrescentamos uma colher de chá de farofa. Mas principalmente fazemos isso para não correr o risco da comida estar sem SAL! Porque se por acaso precisarmos de sal ali, naquele momento mágico, teremos que balançaaar o braço para se servir, e a pelanquinha ficará muito evidente!!!

Sim, fazemos sacrifícios pra não mostrar nossa gordurinha pendurada nos nossos braços que nos deixa morrendo de vergonha...

Já cheguei a mudar de roupa umas 10 vezes só porque tem cada blusa que evidencia tanto, só faltava ter escrito bem na frente: “Você já viu minha pelanquinha hoje? Se não, acene para mim!”

Blusas desse tipo com certeza não foram desenhadas por mulheres, se foram, elas devem ser todas estilistas magras, aquelas anorexas criativas!!!

Nossas pelanquinhas só saem com uma lipo nos braços (isso existe?) ou muita, mais muuita malhação, e olha que já vi professora de ginástica ter.

E se elas têm, então, caso encerrado. ESTAMOS FADADAS A ESTE INFORTUNIO.

É a sina feminina.

Nós podíamos então tentar se orgulhar delas, né? Já que é uma característica, algo tão...mulher...

A mídia conseguiu deixar todos os homens loucos por nádegas e peitos de sutiã numeração 82.

Podíamos então, mudar essa regra.

Já pensou o rapaz passando por você fazendo aquele comentário: - ui, que pelanquinha sexy!-

E então teríamos prazer de acenar bem alto ao vermos um conhecido, de bater palmas forte e orgulhosamente, poderíamos usar o sal, molho, maionese, caixinha de palito de dente, seríamos enfim, livres do terror das pelanquinhas!!!

Ah, queridas, pelancas que nos são inerentes, será que vocês saem à base de reza braba? Estou com uns versinhos novos que dizem ser poderosos.

Ai ai, acho que o jeito é aceitá-las, e continuar passando aqueles cremes redutores que são pra perna, mas, acho que deve funcionar nelas também; o jeito é continuar comendo comidas sem sal e sem molho, e também não gesticulando muito nas conversas, inclusive prestando bastante atenção na hora de aplaudir, ou de chamar o táxi ou ônibus, e tomando cuidado com as camisas e vestidinhos; enquanto a mídia não percebe o potencial da beleza das nossas pelanquinhas, qualquer sacrifício é válido.

quarta-feira, 30 de maio de 2007

Exatamente abstrata.

Tente me tocar...

Estou fora de alcance.

Tente me entender...

Eu sou o insondável.

Muito além de explicações.

Uma evolução secreta e segura.

Viva.

Tente me prender...

Tenho asas tatuadas em minha alma.

Tente sufocar minhas palavras...

E meus olhos chorarão poesias.

Mistérios.

Estou cercada por esta nuvem de segredos.

Alada.

Minha alma grita o desconhecido.

Explicita.

Possuo todos sentimentos do universo.

Suspiro uma verdade eminente

Que corre e escorre por entre minhas veias.

Tente me seguir...

Ouse me parar..

Tenho uma força que está para além das nuvens.

Degraus construídos de estrelas e sangue.

Livre.

terça-feira, 29 de maio de 2007

ah, clarice,clarice.


so pra tirar a futilidade do post anterior, um quote de Clarice.

.."sou a minha lenta evolução que se lança como uma ponte levadiça num futuro cujas névoas leitosas já respiro hoje. Minha áurea é mistério de vida. Eu me ultrapasso abdicando de mim e então sou o mundo: sigo a voz do mundo, eu mesma de súbito com voz única”.


Porque ela fala o que todo mundo queria falar e nao conseguia se expressar até lê-la.

miss fraude


Nao é pq eu sou brasileira, ou que eu nao ache as orientais bonitas..
pra falar a verdade, acho tanto, que se fosse pra votar, eu votaria num segundo ou terceiro lugar pra a coreia. mas.. Japao? Primeiro Lugar?... fala serio, galera...muita fraude.
a Brasileira eh muito linda!! ela eh linda daquele tipo que se vc ta andando na rua, vc avista ela, de repente fica com vergonha de ter saido de casa!

Bem, outra coisa que nao posso deixar de falar é: o que a americana ta fazendo ali??!
primeiro que ela nao tem cara de americana, segundo que ela levou uma queda, terceiro que.. da pra comparar ela com a brasileira e a venezuelana??

Uma coisa achei interessante, cadê a ditadura da loirisse?
finalmente! as loiras foram esmagadas pelo poder e sustança das morenas.
hehe.

é gente, a brasileira foi alvo de um poder mais forte que o da beleza..
o do moooney, bufunfa, din diiin, faz-nos rir! com certeza algum japoca poderoso passou umas verbas por baixo das banquetas iluminadas do Miss Unvierso.

Outro absurdo que eu nao posso ficar calada.
Miss Universo??
como assim?!! eu so vi as terraquias ali!!
acho um tremendo absurdo nao chamarem os outros planetas.

Eh,
com a discrepancia gritante entre a japonesa e a brasileira.
com o risinho malefico da queda da americana.
com a pergunta na garganta: qnt os japocas pagaram?!
...eu me retiro, dizendo.. pra mim.. a miss universo (universo?!) ainda é a nossa...

segunda-feira, 28 de maio de 2007

Indiscreta de todas nós

Não tem ninguém que consiga escapar. Pode ser criança, adolescente, adulta...e até idosa... Não importa, é um problema que não liga para idade, (e as vezes nem pro sexo), é incrível como a indiscrição dessa dificuldade nos afeta. E todas as vezes somos tomadas por uma onda de vergonha, embaraço, é um terror.

Elas se mostram inocentes, comportadas, puras e discretas, te oferecem 100% de algodão, costuras invisíveis, pretas, brancas, amarelas, cor de rosa, florida, com sorrisinhos ou dizeres, que brilham no escuro, transparentes e até comestíveis. Mas elas são umas falsas! Entram em partes indevidas e você fica sem jeito de tirar! E quando tira e faz barulho?! (PLEQ) É de matar de vergonha!

Lá está a menina atravessando a rua, em câmera lenta, cabelos ao vento, quando de repente ela sente... Escapou... E entrou... Abre os olhos assustados.... O que fazer? Ela pensa em milhões de coisas, é capaz até de provocar um pequeno tropeção, puro disfarce para desvio de atenção; todos dos carros já perceberam que algo está errado, afinal ninguém abre esses olhos esbugalhados, sem uma razão, no meio de um cruzamento. Ela vai ficando cada vez mais vermelha, transeuntes se perguntam se ela está passando bem, a mão tenta ir sozinha ajeitar esse desastre, e ela se esforça para lutar contra, começa a suar, a respiração fica mais pesada, um desocupado do outro lado da rua resolve sair com um: “Ei princesa, vem logo” ... E ela se pergunta, angustiada, atravessar rua? Voltar pra casa (ou pro trabalho) à procura de um banheiro para ajeitar isso? Ela não pode estancar ali, na faixa de pedestres; uma senhora passa olhando com um ar de preocupação, um sorrisinho sem graça e nervoso como resposta...

A outra estava numa festa, vestido perfeito, justinho, básico, mas foi infeliz em escolher a calcinha, e o que aconteceu? Na hora da dança... com ELE.... Escapou...E entrou... O que fazer? Pedir desculpa e parar aquele momento mágico para ir ao banheiro ajeitar? Causar uma vacilada e mudar o foco de atenção dele para discretamente acomodar-se ? Agüentar a inconveniência?

Roupas Íntimas, sempre provocando esse tipo de desconforto. Não tem solução! A não ser comprar aquele modelo cueca, mas não é sempre, nem com todas as roupas que se dá, ou comprar logo um fio-dental, mas... o infortúnio de ter algo aborrecendo ali não passa; eu pelo menos, fico desesperada, parece que todo mundo já percebeu, não consigo sentar direito, não consigo andar direito, não dá dividir minha atenção com outras coisas, disfarçar que não estou agoniada é impossível.

Calcinhas deviam vir com um aviso “Ministério da Saúde adverte, calcinhas provocam situações delicadas e alguns incômodos (mas não experimente não usar)”. Isso em todas as marcas, porque já fui de C&A à Vitória Secret, de Lycra à Luppo, de Riachuelo à Vitor&Vitória, até aquelas de promoção no bate-palma do centro, não há uma que se salve, nem uma sequer...

Pior é quando acontece isso quando você está com absorvente!!!

(Vou parar de dar detalhes, depois acabo influenciando alguém a parar de usar...)

Elas foram criadas para um bem necessário, mas foram se transformando em objeto de indiscrição, talvez porque elas têm ficado cada vez menores, talvez porque eu estou engordando, mas elas insistem em me deixar em situações dessa forma. Já vi gente que chama de: queimando arroz, na garagem, e outros eufemismos... Mas ela escapa e entra mesmo!!! E continua sendo um problema feminino universal, não tem como negar.As francesas, sim, aquelas magras e delicadas meninas, sofrem disso diariamente, as americanas, apesar do péssimo gosto e da cafonice no vestuário, sim... sofrem do mesmo mal, brasileiras? Precisa comentar?!

Quando uma mulher em qualquer parte do mundo, começa a ficar agoniada, sem sossego sem nenhuma razão aparente, olhando de um lado para o outro, tentando tirar a atenção de qualquer coisa em volta... Se você ouvir algum PLEQ (o mais baixinho que seja), ou se ela de repente sumir, ou se esconder atrás da mesa, coluna, porta... Pode ter certeza... A Indiscreta de todas nós atacou.

quinta-feira, 24 de maio de 2007


O que é o silencio
se não o não dito?

E o não dito,
além de nossas omissões?

Então o silêncio, é um eterno segredo?
Já que omitimos tudo aquilo
que não queremos contar?

Calo e descubro teus segredos
Emudeço, e tu descobres os meus.
Secretamente fundamos nossa cumplicidade (mútua) de solidão

E eu já não digo mais nada, pois o que fala mais alto
é o silencio ensurdecedor que há dentro de mim


msilva

quarta-feira, 23 de maio de 2007

quarta

hoje eu estava fazendo as listinhas que faço todo mes...
aquelas coisas como: tenho q fazer isso, isso e aquilo...tenho que pagar isso, aquilo e aquilo outro...
pensei que eu deveria acrescentar coisas como:
- ligar para uma amiga.. dizer q eu amo meus pais.. separar um tempo com
meus irmaos... gastar tempo conversando com meu namorado..e coisas assim...

acho que Tempo sempre é um tema que eu abordo, ne?.
ele me intriga, ele me apavora, ele me consola ...
e nao pára pra esperar meus delírios filosóficos.
por isso.. mais um textinho sobre ele:


O tempo é o amigo e o estranho. O doutor e o amante, a foice e o algoz. Aplaudimos e sufocamos, contamos com lágrimas e medimos com sorrisos. O tempo é o vento, e o vento é poeira fina que fica dentro dos olhos.

Tempo é aquele que acarinha o enfermo, satisfaz os ponteiros em sua dança louca e desvairada, mas se perde entre sussurros apaixonados e melodiosas canções de serenatas. Tempo é aquele que mostra que feridas purulentas e profundas são suas companheiras fiéis, e que dores latentes e proibidas fazem parte do seu show de atrocidades.

Chorem alto, lamentem nas vigílias. Doce e amargo é o gosto de quem se submete.

Desequilibrados constantes, aprendendo com noites e dias que duro e enfadonho é o seu penar. O tempo se vai, e não se despede.

Chorem alto, lamentem-se, infames submissos. Tempo é um deus cruel que brinca com suas armadilhas ardilosas e ri gargalhadas corrosivas quando nos prende em uma de suas teias.

Tempo é o vento, e vento é poeira fina que fica dentro dos nossos olhos; uma vez que piscamos e descobrimos que já não somos mais meninos. O tempo se vai, e não pede passagem.

msilva

terça-feira, 22 de maio de 2007

Sobrevivendo


Fico pensando no que exatamente os homens têm na cabeça, quando a gente passa e eles fazem algum tipo de comentário medíocre para nós.Tem aqueles que falam alto com amigos (e até desconhecidos) do lado, detalham seus desejos, vontades e sonhos... Tem aqueles que fazem milhões de pedidos no um segundo que você atravessa a frente deles, você apenas passou, mas recebeu convite para jantares, noitadas e até casamento, tem aqueles que metem até a mãe no meio, expondo a vontade eterna dela em te fazer de nora (e ele nem conhece você...). Mas os que mais me estressam, são aqueles que não se contentam em apenas falar ao vento, imaginando que você ta prestando atenção, ou que um dia você realmente vai olhar para ele, mas os que resolvem partir pra cima, tocar, conversar, como se você realmente interessada nele.

Qualquer dia vou escrever uma tese sobre a possibilidade de cantadas ridículas serem trabalhadas na cabeça de um homem desde o nascimento. O médico grita: é um menino. E toda a enciclopédia barata de cantadas é assimilada pelo neném, e vai se desenvolvendo, chegando ao seu ápice quando ele é um velho bêbado no bar da esquina... e sai como um: Hei princesa, psiu!

Meus instintos pugilistas já se mostraram afiados em um desses tipinhos! Calma, ele sobreviveu... e eu corri... Estava eu andando calmamente pela rua, quando vem um ser desprezível ao meu encontro, com as mãos prontinhas para tocar minhas partes traseiras... não pensei duas vezes, dei um tapa na mão dele e gritei para quem quisesse ouvir: “Ai, que nojo, fala sério!!!” Quando prestei atenção no meu tamanho pro dele, comecei a andar muito rápido, eu podia ser esmagada com um peteleco, porém, sem perder a pose (isso,jamais) caminhei com passos firmes; os olhares de reprovação das pessoas na rua serviriam para encobrir minha fuga... Mas não existe homem que eu despreze mais do que os que fazem isso. E aqueles que vêm falar contigo com um olhar sapeca, te olha dos pés a cabeça (não necessariamente nessa ordem), você sente que ele tem o olhar super secreto do Clark Kent... E “socorro, minha roupa sumiu!!!” Vem aquele Oi , que você pensa que ele comentou foi sobre seu sutiã novo, ou o modelo da sua calcinha, e você tem vontade de ir para trás da primeira coluna, mesa, cartaz, o que tiver por perto para verificar se está tudo fechado direitinho (cada botão, zíper e etc), ou se o olhar magnético dele rompeu essas barreiras.

Eu já me deparei até com um que tinha técnicas que me deixaram alem de muito vermelha (de vergonha), pasma!!! Ele era um amigo meu... nada muito íntimo, um colega... Me deu um abraço que conseguiu desprender meu sutiã!! Sim!!! Vou repetir pra ver se vocês realmente entenderam, ele desprendeu meu sutiã com um simples abraço!!! Aonde essas crianças aprendem essas técnicas? Isso devia ser proibido.

O fato é que todo homem tem predisposição para safado. Todos eles têm desculpas inocentes como “nós só somos bons amigos”...”Chorando por quê? Vem aqui, eu te consolo!”. Por que será que eles nunca estão do lado do seu namorado na briga? Por que será que o teu namorado desconfia tanto? Por que será que ele custa tanto ao te dizer que ta interessado em uma menina?

Outra vez um rapaz veio com a cara mais lavada me perguntar se eu queria casar, eu... Puritana... respondi que sim com um sorriso no rosto, desde de então ele tenta me convencer do contrario; não que ele queira que eu mude de idéia para casar com ele e não com meu namorado, mas porque tenta me dizer que não existe homem certinho, que todos vão me trair depois do casamento, ele disse que homem que é homem não se segura...é infiel!

Mas eu, sobrevivendo a assédios da rua, sobrevivendo a olhares à queima-roupa, suportando cantadas imorais e infelizes, ouvindo propostas indecentes, sendo despida com os olhos, ouvindo acusações e alguns detalhes sobre especulações da minha pessoa sem minha devida roupa... Prefiro continuar achando e confiando que em algum lugar do mundo tem um inocente, como eu (ranran), não contaminado, quase um alienado, que olhe primeiro para mim, quem sou de fato, e depois pra o que vem de presente....(mas depois aprenda rapidinho o resto, tirando a parte do infiel). Será que estou pedindo muito?

Será que vou ter que pegar pra criar?

Enquanto isso... vou tentar sobreviver, andando com costuras reforçadas, amarrando mais forte meus sutiens, e tentar comprar um tocador de mp3 pra salvar meus ouvidinhos puros...

segunda-feira, 21 de maio de 2007

dorzinha.


Vem,minha dorzinha pequena

Que hoje o amor dança tango,

Entre carinhos e abraços desvairados,

Lembrando que tempo

É tempo passado.


E o que é presente não poderá estagnar

mais do que Hoje em Dia

Ele há de acabar.


Vem minha dorzinha, pulsante, imaculada

Que triste é o canto daquele velho pesar

E onde há choro

Há de haver desespero

Que mais que loucura

É a insanidade de querer não te ter para mim.


E se quero mais que um tempo

E o futuro me cega, dizendo ser paixão...uma dança proibida.


Juro amor, mesmo bandido

Porque não há riso

Se não for nos teus braços.

msilva.







obs. à Rebeca Cardoso e sua dorzinha, que me acompanham e me inspiram.